Espírito Crítico - Blog da KINGPIN BOOKS

quinta-feira, junho 28, 2007

Será da família?

E este senhor de ar distinto e austero? Será da família?

A trama adensa-se...

quarta-feira, junho 27, 2007

Bizarro, no mínimo...

Mas, mas... o que será isto?

Bizarro, no mínimo... ;)

quarta-feira, junho 20, 2007

ENSAIO SOBRE A VACUIDADE

Grassa o hábito enervante em Portugal de se procurar transformar poesia – ou meras aspirações poéticas - em banda desenhada (ou ilustrações, mais ou menos sequenciais, que alguns julgam poder designar de banda desenhada). Assiste-se esse pleno direito aos seus autores ou adaptadores; isso nem se discute. Discute-se, sim, a qualidade mais do que questionável da esmagadora maioria dessas tentativas, mesmo que surjam sempre meia-dúzia de iluminados a proclamar a genialidade da coisa. Sim, porque bastas vezes é de uma “coisa” que se trata, sem qualquer ponta de genialidade ou, sequer, qualquer ponta de qualidade estética, artística e literária. Em resumo, sem qualquer ponta por onde se lhe pegue.

O problema é claro: se um bom poema não garante, obviamente, uma boa banda desenhada, então um mau poema descambará quase certamente numa péssima banda desenhada; pior, descamba muitas vezes numa não-banda desenhada. Para agravar a coisa (lá volto eu à “coisa”), parte significativa destas intenções poéticas gravitam à voltam de um ou mais personagens (?) imersos num qualquer sonho pseudo-quotidiano, desculpa perfeita para a descolagem narrativa ser completa. O resultado final acaba quase sempre por assumir a forma de um mero amontoado de ilustrações e frases, mais ou menos desconexas e vagas, sem vestígio de fio condutor palpável.

Um universo onírico dessa natureza, se desprovido de causa narrativa, mais não é que um exercício artístico, e autista, de vacuidade. Porque não são as frases casuísticas, recheadas de verborreia indecifrável, que fazem o poeta, mas antes a solidez e coerência da mensagem, mesmo que alicerçada em princípios linguísticos mais simples, claros e objectivos. O brilho hipotético de qualquer mensagem que se perca antes de chegar ao receptor não mais reflecte que uma superfície baça, incapaz de propagar uma ideia narrativa concreta, palpável, compreensível. E assim se alienam os leitores. Excepto a tal meia-dúzia de iluminados.

terça-feira, junho 12, 2007

Hoje é dia de C.A.O.S.!

Depois de alguns posts dedicados ao Pig, hoje é dia de destapar a burka ao C.A.O.S. Livro 3, que concluirá este primeiro projecto conjunto do Fernando Dordio, do Filipe Teixeira e do Carlos Geraldes (with a little help from yours truly).

Assim, aqui se revela a primeira página da próxima edição (a lançar em Outubro), uma continuação directa do final empolgante do livro anterior. Preparem-se desde já para toda a verdade por detrás da Operação C.A.O.S.: todas as revelações, todas as conexões escondidas entre os diversos peões que se posicionaram ao longo da história, e um final que dará certamente que falar e que pensar.

Espero que gostem!

terça-feira, junho 05, 2007

3ª feira e o 3º estágio da escrita

"É 3ª feira/a feira da ladra/abre hoje às 5 da madrugada", já cantava Sérgio Godinho e vou ser obrigado a confiar na sua palavra, até porque nunca estive na feira da ladra, muito menos às 5 da manhã.

Posto isto, e como não encontro mais nada útil para dizer (pelo menos, nada que possa ser aqui publicado), decidi compartilhar convosco o argumento da página 7 do Super Pig #3. Já inclui tudo, inclusive o tal 3º estágio da escrita que aflorei no post de ontem (aliás, esse 3º estágio dessa página foi precisamente o trabalho de hoje, 3ª feira, e isto para o Pig 3; só faltava mesmo isto ser a página 3 e seria forçado a consultar um perito em numerologia... ou um psiquiatra...).

Cá vai então:

"Pg.7

Vinheta horizontal a toda a largura, dividida em dois painéis diferentes contíguos. A acção desenrola-se da esquerda para a direita:

1.1 - Franco desce escadas, na direcção do leitor (sub-vinheta mais pequena à esquerda).

1.2 - Franco nos calabouços da PJ, deslocando-se da esquerda para a direita. Usar fundo branco da página como background. Os calabouços deverão ser um misto de masmorra medieval com prisão intergaláctica estilo sci-fi. Alta tecnologia com falta gritante de manutenção. Vêem-se duas portas de celas, daquelas maciças, com uma pequena janela à altura da cara. O corredor é guardado por dois guardas. O primeiro encontra-se junto à primeira cela, em pose rígida e de costas para a parede. O segundo guarda, mais à direita, abre a porta da outra cela com uma chave, que se destaca entre um molho enorme delas. Ao lado da porta, surge um sistema de abertura de porta por reconhecimento de impressões digitais, completamente espatifado, com aspecto queimado e fios descarnados.

Os guardas estão equipados com uniformes high-tech, incluindo colete à prova de balas, botas e capacete. Porém, é visível a degradação do material, nomeadamente amolgadelas nos capacetes, cores desbotadas nos uniformes e buracos nas botas. Os próprios guardas têm um ar pouco cuidado, com barba por fazer e olheiras profundas.

Entre as portas das celas, surgem tubulações e cablagens futuristas que saem do chão em direcção ao tecto, unindo-se perpendicularmente a outras tubagens semelhantes que se estendem ao longo da junção entre a parede e o tecto. Alguma ferrugem, humidade e fios descarnados devem marcar presença no meio deste pseudo-aparato tecnológico. Ficaria giro se fossem estas tubagens a delimitar estas duas vinhetas iniciais.

Embora esta vinheta só mostre a entrada de duas celas, deve ficar patente que o corredor se prolonga e que há obviamente mais celas.

2 – Vinheta a toda a largura, ocupando sensivelmente metade do comprimento da página. Franco entra numa cela onde se encontra o Tó Chibo. Franco está de costas na imagem, em contra-luz, enquanto Tó está sentado na cama, extremamente contraído, dando mostras de preocupação. Olha na direcção de Franco, mas está curvado sobre os joelhos, com as mãos entrelaçadas como se estivesse a rezar. Tem o seu boné típico na cabeça e está vestido com um uniforme de recluso (teria piada, talvez, misturar os uniformes listados preto e branco com os americanos laranja). Está agrilhoado pelo tornozelo a uma bola de ferro que contém alguns sulcos semelhantes a caracteras lunares, que emitem luzes coloridas estilo bola de luzes de discoteca.

Para além desta fonte de luz, a cela tem um aspecto húmido e mal iluminado, com algum bolor e humidade a escorrer pelas paredes. A cama tem um aspecto pouco confortável e é daquelas que parecem suspensas na parede; uma espécie de estrado apenas com um colchão, uma coberta e uma almofada. Além da cama, a cela inclui ainda um lavatório, uma retrete, uma pequena mesa e uma cadeira. Sobre a mesa, encontra-se um livro, cujo título deverá ficar visível: “The Big Book of Big Secrets”, de William Poundstone. Curiosamente, e pese embora o que acabo de descrever, a cela está arrumada e limpa e acaba por ter melhor aspecto que o gabinete de Franco; isto só faz com que este se sinta mais revoltado com a falta de condições de trabalho.

O mesmo tipo de cablagens e tubos, que vimos no exterior da cela, encontram-se igualmente lá dentro, destacando-se grelhas de circulação do ar, dado que a cela não tem obviamente qualquer janela.

3 – Plano médio. Diálogo entre Franco e Tó, que se encontra ainda sentado. Os dois personagens surgem de perfil na imagem, de frente um para o outro. Franco está mais à esquerda, de pé; tem uma mão na cintura e passa a outra pelo cabelo, com uma expressão preocupada. A parte central da vinheta deve estar reservada aos balões de diálogo. Jogar eventualmente com o espaço negativo, para dar ênfase aos detalhes da vinheta anterior e às expressões dos personagens nesta vinheta.

F: “Tó… Você arranjou a bonita… Eu nem lhe disse nada, senão você nem dorme!”

TC: “Então? Conte lá o que é que se passa.” (olhos arregalados, manifestando curiosidade)

F: “As suas denúncias estavam certíssimas. Boa parte dos operacionais do Senhor Medonho já está dentro, mas é só raia miúda. Eu quero é meter as mãos nas chefias!”

TC: “Ok, mas isso não é novidade. O que é que há mais?”"

E pronto. Agora sejam meigos comigo e dirijam-me palavras simpáticas. Ando algo fragilizado e preciso de "cafunezinho" (como diriam os GF). Senão, começo mesmo a sentir-me incompreendido. Depois, só me falta sentir-me um génio.

segunda-feira, junho 04, 2007

2ª feira e os 3 estágios da escrita

Odeio a 2ª feira. É um dia de neura, para mim. Sinto-me mais cansado que à 6ª (ou ao Sábado, que eu trabalho muitas vezes 6 dias por semana), sinto-me inerte e sem capacidade de reacção, em resumo, um perfeito mono de jardim.

Isto é tanto pior quando tenho 3 histórias para escrever, que me deveriam pôr a mexer (porque eu até gosto de escrever... o problema está mesmo em começar... sobretudo à 2ª feira). 3 histórias em estágios completamente díspares de evolução: o Pig 3 está todo delineado e praticamente todo escrito até ao último diálogo, pelo que falta apenas ir definindo a composição de cada página, à medida que eu o GEvan.. vamos progredindo.
Depois, há outra história em 12 páginas, para um projecto especial a anunciar em breve, que já está totalmente definida página a página, faltando agora os diálogos e as narrações.
Finalmente, há ainda outra história curta em 6 páginas, a incluir como back-up no Pig 3, que está mais ou menos definida na minha cabeça, mas que urge pôr no papel e desenvolver.

Mas hoje é 2ª feira... Já vos disse como odeio as segundas-feiras?

sábado, junho 02, 2007

All new, all different, SUPER PIG!

And now, for something completely different...

O novo SUPER PIG! Em Outubro, ao seu dispor.